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The Slackers – Entrevista (Globo Notícias – 2012)

Posted in Entrevista, Reportagem, Ska with tags , , , on 01/11/2012 by andremod

Em entrevista ao Globo Notícias, o baixista Marcus Geard (destaque na foto abaixo) comentou sobre o recém-lançado “The radio” – disco com covers de clássicos do reggae e ska, o 13º da carreira – avaliou a trajetória do Slakers até o momento e falou sobre os shows que a banda fará no Brasil, cujo repertório vai incluir clássicos e uma interpretação de “Minha menina“, do Jorge Ben, presente no álbum “The boss harmony sessions“, de 2007.

G1 – O Slackers fará quatro shows em quatro dias no Brasil. Deve ser difícil manter a energia com tantas apresentações seguidas. Vocês têm algum ritual para conseguir manter a intensidade dos shows?
Marcus Geard –
Na verdade, não. Nós mais reagimos à paixão do público, sabe? Quando se está no palco tocando e as pessoas estão sorrindo para você e se divertindo, essa é toda a energia de que você precisa.

G1 – Os fãs ouvirão alguns dos clássicos da banda aqui? O que dá pra esperar desses shows?
Marcus –
Claro que sim! Cada noite será diferente. Tocamos coisas distintas em cada show, mas sempre há músicas do primeiro álbum e algo dos trabalhos mais recentes. E também covers, uma das coisas que fazemos é tocar “Minha menina”, do Jorge Ben, e cantamos em português. Essa é sempre uma das favoritas do público quando estamos aí.

G1 – O álbum “The radio” foi lançado recentemente. Qual foi a ideia por trás desse trabalho?
Marcus –
É um disco conceitual. A ideia é como se você estivesse em casa ou dirigindo com seu carro e ouvindo o rádio e, de repente, tocam todas aquelas canções clássicas. É como se elas estivessem na mesma estação, mas são músicas diferentes com vibrações diferentes. Para nós, foi interessante tocar canções dos outros, por mais que a gente ame fazer nossas próprias músicas.

G1 – Como foi o processo de escolha das canções que entraram no disco?
Marcus –
O cara responsável por nossa gravadora apareceu com o conceito e nos deu uma lista de músicas que poderiam ser legais, mas claro que com o Slackers temos que fazer nosso próprio lance. Então aparecemos com mais músicas ainda e ele achou legal. Aos poucos fomos escolhendo as preferias para fazer um disco que deixasse todo mundo feliz.

G1 – O Slackers vai se apresentar em São Paulo numa espécie de festival pré-carnaval chamado Carnaska. De certa forma, será como uma alternativa ao carnaval para alguns. Vocês prepararam o show com uma celebração em mente?
Marcus –
Não necessariamente. Acho que, como disse antes, a banda mais reage ao público e planejamos as coisas para essas pessoas. Não somos como um teatro. [Nosso show] não é como uma performance, mas sim um processo interativo. Tocamos músicas, as pessoas dançam e a gente quer tocar mais. Esperamos que isso faça com que as pessoas queiram dançar mais também. Esperamos que isso faça com que as pessoas queiram dançar mais também. Não há, de fato, um ritual, nós é que nos colocamos em um frenesi.

G1 – “Better late than never” vai completer 16 anos em 2012. Quais são as lembranças que tem dessa época, quando o disco saiu?
Marcus –
Eram dias muito empolgantes. Quando se é jovem, você nunca acredita que terá a oportunidade de entrar em um estúdio de verdade e gravar um disco pra valer. Essa foi minha primeira experiência gravando um álbum e foi incrível, foi realmente inacreditável. E foi aí que começou todo o processo: com “Better late then never” passamos a fazer turnês pelos Estados Unidos, fomos pra Europa e, quando menos percebemos, estávamos todos demitidos de nossos empregos e vivendo como músicos.

G1 – Você imaginava naquela época que ainda estaria fazendo música hoje em dia?
Marcus –
Não. De jeito nenhum. Por muitos anos eu estive convencido de que isso fosse acabar a qualquer momento e que eu teria que arrumar um emprego de verdade ou voltar a estudar, mas este já é nosso 21º ano juntos. Somos abençoados, o que posso dizer?

G1 – Esse primeiro disco do Slackers foi produzido pelo Victor Rice, que vive em São Paulo desde 2002. Como você avalia o trabalho dele em “Better late than never”?
Marcus –
Ele foi fantástico. Vic Rice é um desses caras que tem um ouvido verdadeiramente talentoso. Ele pode dizer, apenas ao ouvir uma música, quais são as notas ali. Ele sabe muito, é realmente um cara sensacional. Um músico muito talentoso, ótimo baixista também. Foi um dos primeiros grandes baixistas que vi tocar.

G1 – Consegue dizer como será o futuro do Slackers?
Marcus –
Nunca sabemos o que vai acontecer no futuro. Vamos continuar a tocar, temos muitos projetos, mas não temos muitos planos, não estamos fazendo um filme sobre nossas vidas ou casando com estrelas de Hollywood, a vida dos membros do Slackers é apenas comum. Vamos pro estúdio, trabalhamos em músicas novas e fazemos shows. Gostaria de ter uma novidade fantástica para te contar, mas somos apenas músicos que gostam de tocar um com o outro.

G1 – Estão preparando material novo?
Marcus –
Sim. Já fizemos algumas músicas para o próximo disco, e sei também que todos os integrantes estão trabalhando em discos solo. Eu mesmo estou no processo de fazer um disco solo.

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