Arquivo para Ira!

Virada Cultural de São Paulo (2014)

Posted in Evento, Notícias, Show with tags , , , , , , on 08/05/2014 by andremod

virada-paulistaA Virada Cultural 2014, que ocorre em São Paulo nos dias 17 e 18 de maio, das 18h às 18h, terá atrações como a banda de rock Ira! e a lenda da musica negra americana, Martha Reeves & The Vandellas (os dois no palco Júlio Prestes). Outro destaque é o Palco Luz, que vai apresentar a galera do samba, e o peso fica para o musico “Monarco”, a homenagem ao Mussum com show do Originais do Samba e o cantor Almir Guineto! O samba rock também tem destaque no Palco Republica com os seguintes destaques: Stanley Jordan, União Black, Fernanda Abreu, Evinha e Trio Esperança e Dom Paulinho.

Quem quiser saber mais das atrações só entrar no LINK e se programar!

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Ira! – Isso é Amor (1999)

Posted in Mod, Mod Brasil, Mod Revival with tags , , , , , , , on 13/01/2014 by andremod

CAPAIsso é Amor: é um álbum de covers do grupo paulista Ira!, lançado em 1999, o disco reune grandes musicas & nomes da mpb e do rock, como: Erasmo Carlos, Tim Maia, Lô Borges, Lobão, Ronnie Von, Chico Buarque, entre outros. Os grandes hits do disco foram as músicas Bebendo Vinho, regravação do músico gaúcho Wander Wildner (ex-Replicantes), lançada em 1996, no primeiro álbum solo do cantor, e Teorema, da Legião Urbana, lançada em 1985, no primeiro disco do grupo brasiliense. Essas músicas foram bem executadas entre os anos de 1999 e 2000, nas rádios e programas de tv. Veja faixa a faixa quem são os homenageados e suas musicas:

Musicas:
01. Bebendo Vinho (Wander Wildner)
02. Teorema (Legião Urbana)
03. Telefone (Gang 90)
04. Chorando no Campo (Lobão)
05. Flash-Back (Dalto)
06. Um Girassol da Cor de Seu Cabelo (Lô Borges)
07. Mudança de Comportamento (Ira!)
08. O Que Me Importa (Tim Maia)
09. Jorge Maravilha (Chico Buarque)
10. Abraços e Brigas (Edgar Scandurra)
11. Sentado à Beira do Caminho (Erasmo e Roberto Carlos)
12. A Vida Tem Dessas Coisas (Ritchie)
13. Alegria de Viver (Ray Heredia)
14. Minha Gente Amiga (Ronnie Von)

Destaque para as participações da vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai na musica “Telefone” & do vocalista do Skank na musica “Um Girassol da Cor de Seu Cabelo”.

Download

Ira! no Memórias de Arena do CCSP (2002 / 2013)

Posted in Mod, Mod Brasil, Mod Revival with tags , , , , , , , on 13/01/2014 by andremod

memoria_da_arena6O Centro Cultural de São Paulo esta disponibilizando gravações de um show do Ira! feito em 2002 (20 de fevereiro), durante a turnê do álbum “Isso É Amor”. São 14 músicas, incluindo?: “Dias de Luta”, “Envelheço na Cidade”, “Mudança de Comportamento”, “Flores em Você”, “Gritos na Multidão”, “Pobre Paulista” e “Núcleo Base”, e as regravadas “Bebendo Vinho”, “O Telefone” (com participação de Vanessa Krongold da banda Ludov), “A Vida Tem Dessas Coisas”, “Você Ainda Pode Sonhar”, “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo”, “Teorema” e “Sentado à Beira de um Caminho”. Este projeto faz parte da série Memória da Arena, e tem como proposta de trazer a público shows memoráveis realizados na Sala Adoniran Barbosa ao longo de 30 anos de história. O acervo do Centro Cultural São Paulo dispõe de milhares de registros, boa parte deles em sistema analógico (fita de rolo e principalmente fita cassete). Quem quiser conferir é só clicar no LINK para curtir as musicas!memoria_da_arena5

Reportagem – Mods curtem rock, vespas e badalação (Veja SP – 2013)

Posted in Mod, Mod Brasil, Mod Revival, Moda, Reportagem, Vespa with tags , , , , , , , , on 21/04/2013 by andremod

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Fidelis (à frente) e membros da Scooteria: festas e passeios (Foto: Lucas Lima) – Veja  – URL

Quando surgiram na Inglaterra, nos anos 60, os mods eram encrenqueiros que gostavam de andar bem-vestidos (de preferência, com ternos estreitos feitos sob medida). Apareciam zunindo pelas ruas de Londres a bordo de scooters carregadas de espelhos retrovisores e incensavam bandas como The Who. Muitas décadas depois, o movimento ganhou sua versão paulistana. Com exceção do gosto por uma boa briga, os adeptos por aqui procuram cultivar os mesmos hábitos. Montados em Vespas ou Lambrettas restauradas, gastam um bom dinheiro para andar na estica e gostam de badalar em festas temáticas como a Soul Suor & Sacanagem, baile promovido a cada dois meses no boteco Pratododia, na Barra Funda (a próxima edição ocorrerá no dia 27). Na trilha sonora sessentista, além dos clássicos estrangeiros, eles curtem bandas locais como a Modulares. Surgido em 2008, o quarteto manda composições próprias e covers nos shows no circuito do Baixo Augusta.

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Pedro Carvalho, da Modulares: shows na Augusta e lançamento de discos na Europa (Foto: Lucas Lima)

A banda se prepara para lançar dois discos de vinil na Europa no segundo semestre deste ano. “Nosso público vem aumentando bastante nos últimos meses”, comemora o guitarrista Pedro Carvalho, de 34 anos, que trabalha como produtor da rádio UOL. Nas ilhas britânicas, o movimento mod teve um breve revival nos anos 80, graças ao sucesso do trio The Jam, que tocava uma new wave bastante acelerada. Na mesma época, ecos desse estilo surgiram em São Paulo pela primeira vez. O grupo Ira! foi um dos responsáveis pela sua popularização. “Nossos dois primeiros álbuns tinham bastante influência disso”, lembra o cantor Nasi (a banda acabou em 2007). Depois de um hiato, o estilo começou a ressurgir por aqui nos últimos anos.

Boa parte se deve a iniciativas como a criação da Scooteria Paulista, em 2010. O clube, sediado na Mooca, reúne aficionados de motos antigas e promove passeios da turma pela capital. “No último deles, realizado em fevereiro, tivemos cerca de 150 participantes”, conta o fundador, Marcio Fidelis. Modelos das décadas de 50 e 60 em bom estado chegam a atingir cotações acima de 10 000 reais no mercado. O grupo promove também suas próprias festas no Caos, misto de antiquá-rio e bar na Rua Augusta.

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Os adeptos do estilo raramente compram roupas em lojas daqui. Preferem incrementar o guarda-roupa em viagens para o exterior ou adquirem as peças pela internet. Entre suas marcas prediletas estão a inglesa Fred Perry, que é uma tradicional confecção de camisas polo (modelos a partir de 180 reais, no preço da Europa). Fazem sucesso também os artigos da Dr. Martens, fabricante alemã de botas de couro. Somente os ternos não costumam ser importados. “Os mods capricham no look sem exagerar”, elogia Mariana Rocha, professora de moda da Faculdade Santa Marcelina.

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Curiosidades – Os Bons Mods (2008)

Posted in Curiosidades, Mod, Mod Brasil, Mod Revival with tags , , , , , , , , , , on 28/03/2013 by andremod

Sem títuloOs Bons Mods: banda formada em São Paulo em 2008 pelos musicos Edgard Scandurra (guitarra – ex Ira!), Claudio Fontes (bateria), Gaspar (baixo – ex Ira!) & Gustavo Garde (vocal), como intuito de se divertir tocando classicos da bandas “Mods” dos anos 60 & 70, este VIDEO mostra uma entrevista explicando um pouco o projeto e neste LINK algumas musicas ao vivo durante a a Virada Cultural de São Paulo (2011)

Edgard Scandurra & Les Provocateurs em Curitiba (2013)

Posted in Beat, Mod, Ye-Ye France with tags , , , , , , , , , on 27/03/2013 by andremod

EdgardEra para ser uma comemoração dos 80 anos de nascimento de Serge Gainsbourg (1928-1991), em 2008, mas o tributo de Edgard Scandurra e a banda Les Provocateurs ao cantor francês segue rendendo apresentações além dos limites do bistrô no qual surgiu, o Le Petit Trou, em São Paulo – propriedade do próprio Scandurra e batizado com um verso de Gainsbourg. O show chega ao Teatro da Caixa neste fim de semana, com o cantor e compositor carioca Fausto Fawcett como convidado. Os ingressos começam a ser vendidos hoje, ao meio-dia!

Não sei o quanto em Curitiba as pessoas são ligadas à obra de Serge
Gainsbourg. Mas em São Paulo foi surpreendente: achei que meia dúzia conhecia o trabalho dele, mas os shows eram sempre um sucesso. Muito mais jane-birkin-serge-gainsbourggente do que eu pensava está ligada ao som dele”, conta Scandurra, em entrevista por telefone para a Gazeta do Povo. Além da guitarra de Scandurra, percussão, bateria e baixo, a banda traz as cantoras Bárbara Eugênia, Juliana R. e Andréa Merkel – fazendo as vezes das musas a quem Gainsbourg dedicou suas composições, como Françoise Hardy, France Gall, Brigitte Bardot e Jane Birkin – e o vocalista francês Chris Hidalgo. Fawcett vem com um estilo próprio que, de acordo com Scandurra, tem tudo a ver com a fase oitentista de Gainsbourg que o show deve ressaltar, com músicas como “Love on the Beat”. “Para cada convidado e para cada repertório que a gente pensa tem uma escolha muito ampla de músicas”, explica Scandurra. Foi assim quando Wanderléa passou pelo show e puxou o repertório para os anos 1960. “Com o Fausto Fawcett, pegamos um repertório mais debochado, provocativo, que é principalmente dos anos 1980, quando o Gainsbourg está mais velho e mais sem vergonha ainda”, brinca Scandurra. “O Fausto também é um cara provocativo em sua poesia, seus escritos e suas músicas, e tem uma identificação grande com o Gainsbourg. Ele tem algumas versões em português, e canta muito bem em francês. A voz e a atitude dele combinam muito bem com a poesia do Gainsbourg.” O teor de provocação das letras – frequentemente sobre temas tabu –, junto com o comportamento boêmio e mulherengo, acabaram marcando a imagem de Gainsbourg de maneira “folclórica”, conforme explica Scandurra. “O que dá sobrevida a este projeto é o nosso amor à obra de Serge Gainsbourg, tanto de minha parte quanto de todos os integrantes da banda, e a necessidade que sinto de mostrar para as pessoas que ele era um gênio musical criativo, talvez desconhecido no Brasil por estarmos mais ligados à cultura americana e inglesa”, diz Scandurra. “Dos anos 1950 até o fim da vida, ele estava produzindo discos, criando música, fazendo canções para outros intérpretes. Foi uma busca incansável para mostrar a sua poesia em vários estilos.”tn_gainsbourg01

Confira algumas canções de Gainsbourg que geraram polêmica quando foram lançadas e que estarão nos shows deste fim de semana:

1969 – “Je T’aime… Moi Non-Plus” – O famoso dueto com Jane Birkin foi banido das rádios de vários países, incluindo o Brasil, devido ao erotismo explícito da letra e da gravação. A música chegou a ser registrada por Gainsbourg com Brigitte Bardot, para quem a canção fora originalmente composta. Casada, a atriz não quis que a gravação fosse lançada até 1986.

1979 – “La Marseillaise” – O hino da França foi gravado em versão reggae por Gainsbourg em Kingston, na Jamaica, causando a ira dos franceses mais conservadores. Apesar da polêmica, foi um grande sucesso no país.

1984 – “Love on the Beat” – Canção do álbum homônimo, que traz a também controversa “Lemon Incest” (dueto entre Serge e a filha, Charlotte Gainsbourg, então com 12 anos), “Love on the Beat” seria um trocadilho com a palavra “bite” – “pênis”, em francês coloquial.

Informações:
# Onde: Teatro da Caixa
# Endereço: Rua Cons. Laurindo, 280
# Referencia: Proximo ao Teatro Guaira
# Fone: (41) 2118-5111
# Dias: 30 (Sábado) e 31 (Domingo)
# Horarios diarios: 19h / 21h (duas apresentações por dia)
# Entrada: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)
# Importante: A bilheteria abre de terça-feira a sexta-feira, do meio dia as 20h. Nos sábado, das 16h as 20h. No domingo, das 16h as 19h
# Classificação: 16 anos (Sujeito a lotação)

Especial A Cena – Ira! / The Mod Years (1983 a 1986)

Posted in Especial A Cena, Mod Brasil, Mod Revival, Moda with tags , , , , , , , , , , on 17/10/2012 by andremod

Tudo começou no final do ano de 1975, naquele natal o jovem Edgard Scandurra (13 anos – destaque na foto) ganha dos pais uma bicicleta, no dia seguinte vai aproveitar o presente pelas ruas da Vila Mariana, bairro da Zona Sul de São Paulo, em uma ladeira, distraido, prende o pescoço numa linha de pipa, perde a direção e vai de encontro ao um carro estacionado, levando a um rapido desmaio e um vomito que aspirou o suco gastrico para o pulmão. Na UTI adquiriu uma pneumonia dupla, que o deixou hospitalizado por semanas, durante esse tempo um colega da classe de seu irmão foi visitá-lo e deixou de presente um fita K7, com a gravado do disco duplo Quadrophenia, da banda The Who. Essa fita virou um vicio, mudando sua vida e sua visão sobre o mundo e a musica, com o boom da musica punk no fim dos anos 70 & o disco “A Revista Pop Apresenta o Punk Rock“, Edgard forma sua primeira banda, “Subúrbio“, com essa influencia Punk, ele fazia principalmente covers do grupo The Jam, de onde entraria de cabeça no “Mod Lifestyle“. Dessa época já vem classicos depois gravadas por ele e pelo Ira!: Pobre Paulista / Minha mente ainda é mesma / Não pague pra ver. Na escola, Edgard conhece Marcos Valadão (ou Nasi – nome retirado da série “Tv Holocausto“, que teve a grafica modificada para evitar confusões), com a amizade concretizada, os dois matavam aula pra escutar The Clash, Sex Pistols & Jam. Em 1981, Edgard já com 18 anos, foi servir o Exército, e foi nessa época, num encontro com Nasi num ponto de onibus, que a ideia de formar uma banda tem inicio, a fins de tocar em festivais Punks na PUC, o nome escolhido é Ira! (Ireland Republican Army – Exército Republicano Irlandês), pra completar a banda eles convidam o baixista Adilson & o baterista Fábio Scatonni, que foi substituido em pouco tempo por Victor Leite. O primeiro show aconteceu em outubro de 1981, as musicas era apenas de covers, das bandas que Edgard & Nasi curtiam matando aula. No final de 1982 a banda deixa o punk de lado e começa a pensar em letras mais elaborados e ritmos mais sofisticados, nessa altura o baixista Adilson sai da banda para a entrada de Dino & Victor Leite para a entrada do futuro Titãs, Charles Gavin, essa formação seguiria até o final de 1984, quando seria lançado o primeiro trabalho do Ira!, o compacto homonimo, que seria tambem o unico dessa formação, produzido por Pena Schmidt, diretor artistico da WEA, que conheceu os integrantes graças as suas participações individuais em outras bandas. Edgard tocava em muitos grupos como: Smack, Cabine C, Mercenárias (como baterista) e Ultraje a Rigor & Nasi era vocalista também dos Voluntários da Pátria, que tambem mantinha uma banda cover chamada de KGB. Esse primeiro trabalho foi engavetado pela censura militar por conta de criticas a musica Pobre Paulista, que diziam te um teor fascista (ver mais em Discografia / Historico), e por ter fixação pela bandeira de São Paulo, muitos associavam a banda a grupos nazistas, em reportagem a revista Bizz, Edgard explica: “Era uma inspiração na arte pop inglesa e também uma manifestação contra a hegemonia carioca no pop nacional de então, que tomava conta das radios e televisão“. Nessa época, no bar Carbono 14, uma das mecas do Underground paulistano, que Edgard assiste ao filme “Quadrophenia”, que o remeteu para o ano de 1975 & a fita K7 que tanto mudou suas ideias, um novo Start se deu na cabeça de Edgard e renovano sua influencia pela cultura Mod, ele remonta seus ideiais musicas e nova musicas, como “Tolices“, nessa época Charles Gavin sai da banda, junto com Dino, então Nasi convida André Jung (baterista), que foi expulso dos Titãs (no final de 1985) & Edgard convida Ricardo Gaspa (ex Cabine C / Voluntários da Patria) para assumir o baixo, nessa formação que consolidaria o Ira!, eles começaram a sair sempre juntos, formado assim uma gangue Mod: “O Gaspar comprou uma Vespa, começamos a escutar Easybeats e Troggs, frequentavamos brechos para comprar ternos usados, as letras passaram a falar sobre nossa turma & vida noturna“, lembra Edgard… nesse periodo são as musicas “Longe de Tudo” & “Mudança de Comportamento”, um mês depois o primeiro disco começa a ser gravado, com o titulo Mudança de Comportamento…. (ver Discografia / Historico)!Ira+_sp

Aqui a primeira reportagem oficial da banda, lançada na Revista Bizz, Nº01 (1985), abaixo partes do texto (indicadas em linhas vermelhas na foto) que fala da influencia da banda com a cultura Mod:

Reportagem: “O terreno dos mods. Aqui, um parêntese histórico. Os mods, abreviação de modernistas, eram uma das tribos que tomaram a. Inglaterra dos anos 60. Deixando de lado modelitos e corte de cabelo, o essencial fica justamente na ânsia de atacar todos os estilos.Passaram pelo blues,pelos ritmos negros como funk e ska, mas bastava virar moda e partiam para outraMod é a antimoda. Mod é estilo, como demonstra Paul Weller e seu Style Council. Não que caiba no Ira! Porém, o rótulo de grupo mod paulista, como querem alguns.” (AQUI a reportagem completa)mods

Discografia / Historico (Download no final do post)
Compacto (1984): O primeiro disco da banda foi um compacto simples com duas músicas: “Pobre Paulista” / “Gritos na Multidão“, produzido em 1983 por Pena Schmidt & Liminha, e lançado pelo selo Elektra um ano depois (1984), essa demora de um ano foi por conta da censura militar, e que viu nas letras um teor ofensivo e até fascista por conta de um jornalista que tinha feito uma critica a musica “Pobre Paulista” em programa de tv. Duas curiosidades desse trabalho, nesta primeira formação fazia parte da banda o baterista Charles Gavin (que depois foi tocar no Titãs) e a grafia do nome do vocalista Nasi, que saiu errado na contra capa, com um Z no lugar do S, o que acabou dando alguns problemas pra banda em alguns shows, visto que muitos punks frequentavam as apresentações. Formação: Nasi (Vocal) / Edgard Scandurra (Guitarra/Voz) / Dino (Baixo) & Charles Gavin (Bateria)

Musicas:
01. Pobre Paulista
02. Gritos na Multidão

Mudança de comportamento (1985): primeiro disco oficial da banda, gravado em apenas 12 dias, saiu em maio e emplacou os sucessos: “Núcleo Base”, “Longe de Tudo” (com a linha de baixo baseada nas musicas “Start!”, do Jam, e de “Taxman”, dos Beatles), “Tolices” & o hino Mod Tupiniquim, “Ninguem entende um Mod“. O disco vendeu 60 mil cópias, o que fez a banda ficar com ares arrogantes, e criando episodios como do programa “Discoteca do Chacrinha“, que em um especial de natal, onde as bandas se apresentavam com um “gorrinho”, o Ira! se recusou, brigou com a produção e nunca mais foi convidado a tocar. O disco ganhou sua primeira edição em Cd em 2000, trazendo algumas faixas Bonus/Ao Vivo, registradas em show na “Danceteria Pool” e registrada durante o lançamento do 4º disco, Clandestino. Porem o sucesso real só viria no segundo trabalho, no disco de 1986, “Vivendo e não aprendendo”…

Musicas:
1. Longe de Tudo
2. Núcleo Base
3. Mudança de Comportamento
4. Tolices
5. Coração
6. Saída
7. Ninguém Precisa da Guerra
8. Por Trás de Um Sorriso
9. Como os Ponteiros de Um Relógio
10. Sonhar Com Quê?
11. Ninguém Entende um Mod!
Bonus / Ao vivo
12. O Dia , A Semana , O Mês
13. Não Consigo Me Entreter
14. Sonhar Com Quê
15. Ninguém Precisa Da Guerra

Vivendo e não Aprendendo(1986): Considerado por muitos como o melhor disco da banda, é tambem o mais bem sucedido comercialmente até o lançamento do Acústico MTV em 2004. Lançado em 1986, o disco vendeu 180 mil copias na época de seu lançamento, a 250 mil cópias, chegando a disco de ouro. Durante as gravações alguns atritos com o produtor Liminha, por conta do desejo de fazer um album com padrões sonoros que lembrasse a banda inglesa The Jam, porém Liminha julgava como “desafinada” a sonoridade referente, a relação entre banda e produtor se tornou tão tensa que foi preciso transferir a gravação e a mixagem do Rio de Janeiro para São Paulo. “Gritos na Multidão” & “Pobre Paulista“, do compacto de 1984, foram finalmente lançadas, porém em versões ao vivo. O show do lançamento do LP se deu em uma efusiva apresentação na Praça do Relógio, no campus da USP em 11 de Outubro de 1986 (citado como um dos cem melhores shows já feitos no Brasil na edição especial da revista Bizz – 2005), diante de uma platéia estimada em 40 mil pessoas. Os sucessos do disco foram: “Envelheço na Cidade” (que foi o primeiro clipe da banda), “Dias de Luta” & “Flores em Você”, essa ultima sendo tema de abertura da novela da Globo, “O Outro“, sendo também uma das canções mais executadas nas rádios brasileiras no período entre 1986 e 1987.  A edição em cd saiu em 2000, com varias faixas demo do inicio de carreira. (Destaque na foto do baixista Gaspa com sua Vespa, resgistrada para o encanter do 2º disco)

Musicas:
01. Envelheço na Cidade
02. Casa de Papel
03. Dias de Luta
04. Tanto Quanto Eu
05. Vitrine Viva
06. Flores em Você
07. Quinze Anos (Vivendo e Não Aprendendo)
08. Nas Ruas
09. Gritos na Multidão (ao vivo)
10. Pobre Paulista (ao vivo)
Bonus / Demos
11. Não Pague Pra Ver
12. Flores em Você
13. Pobre Paulista
14. Nasci em 62
15. Tanto Quanto Eu

Download – Discografia 84 a 86

Videos:
Abaixo videos/links do inicio de carreira do programa “Fabrica do Som” na tv Cultura, gravado entre 1983 & 1984:
Fabrica do Som – 1983 (Pobre Paulista)
Fabrica do Som – 1984 (Nasci em 62)
Fabrica do Som – 1984 (Gritos na Multidão)
Fabrica do Som – Mercenárias (Me perco nesse tempo – com Edgard na bateria)

Abaixo duas apresentações ao vivo da musica “Ninguem entende um Mod“:
Ninguem entende um Mod! (Show da Rádio Alternativa – 1987)
Ninguem entende um Mod! (Programa Tv Mix – Tv Gazeta)

Aqui o primeiro clipe da banda, da musica Envelheço na Cidade, extraido do 2º disco, Vivendo e não aprendendo (Click AQUI para assistir)