Arquivo para Reportagem

Lambretta Boys – Revista Mundo Ilustrado (1957)

Posted in Lambreta, Reportagem, Revistas with tags , , , , on 13/01/2015 by andremod

10931388_1521080051503198_9217716972444501620_nAqui uma rara edição da revista Mundo Ilustrado, lançada em 1957 com uma reportagem interessante sobre os então intitulados “Lambretta Boys”, um grupo de jovens residentes na zona sul da cidade do Rio de Janeiro e suas motonetas que na ocasião estavam dando o que falar nas madrugadas cariocas e virou caso de policia, tirando o sossego dos moradores e até do então senador Lino de Matos (Fotos: Na capa – Illen Kerr / Modelo: Denyse Leyrand na praia de Ipanema)

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Reportagem – O “patrão” do ska e do reggae está na área (2014)

Posted in Evento, Festa, Notícias, Reportagem, Show with tags , , , , , , , , , , , on 08/05/2014 by andremod

tn_620_600_patrao_080514Na edição de capa do Caderno G (Gazeta do Povo) desta quinta-feira, o destaque fica para o musico Roy Ellis, que estará fazendo uma apresentação nesta sexta em Curitiba, no Espaço Cult! Interessados podem ter mais informações no evento: AQUI / Link direto da matéria AQUI

Reportagem:
Uma lenda viva da musica jamaicana, Roy Ellis, precursor e divulgador do reggae e ska nos anos 1960, faz uma única apresentação em Curitiba, amanhã, no Espaço Cult. A turnê The Boss Is Back promove seu último EP, You Can’t Leave Now.

Acompanhado da banda argentina de early reggae e dub The Crabs Corporation, Ellis promete passear por todas as fases de sua carreira de mais de 50 anos.

“O público pode esperar todas as minhas músicas clássicas, além de novidades. Vou tentar fazer o melhor e apresentar o meu carisma. Vai ficar a cargo da plateia gostar ou não”, disse à Gazeta do Povo, em entrevista por e-mail.

Ellis, mais conhecido como Mr. Symarip, começou a carreira na Jamaica no início dos anos 1960. No final daquela década, mudou-se para Londres, onde foi líder de uma série das bandas pioneiras do reggae inglês, entre elas o Symarip, da qual herdou o apelido.

O som cheio de groove da banda fez a cabeça dos skinheads originais, o movimento de jovens proletários ingleses que se situa entre os mods e os punks na linha evolutiva da cena underground britânica daquela época. Hoje em dia, é difícil entender a conexão entre a música jamaicana – dançante e com mensagem de paz – e a ideia que se tem a respeito de skinheads, grupo geralmente envolvido em episódios de violência e racismo.

No princípio, os skinheads ingleses não diferiam da maioria dos movimentos jovens de então: pouca preocupação política, muita arruaça, brigas de gangue, energia e música. Neste caso, o ska e proto-reggae do Symarip construiu clássicos como “Skinhead Moonstomp” e “Skinhead Girl”.

“Conseguimos emplacar alguns hits nas paradas britânicas. Assim foi mais fácil conseguir deixar a música reggae conhecida mundialmente”, explica Ellis.

Para Ellis, o fascínio que a cultura jamaicana causa no resto do mundo desde aquela época tem a ver com o comportamento cool dos seus conterrâneos e o som inovador que brota fácil da pequena ilha caribenha. “O que fascina [o mundo] sobre a Jamaica é a nossa cultura, a maneira como caminhamos, falamos, a maneira que nos movemos”.

Para ele, a ascensão desta cultura e também da religião rastafári transformaram o mundo num lugar melhor. “Todo o movimento rastafári, por conta do Bob Marley, Laurel Aitken, Harry Belafonte, Jimmy Cliff e muitos outros grandes artistas conhecidos em todo o globo, ajudaram a tornar o mundo um lugar melhor para se viver, multicultural, não tão racista”, afirma.

Ellis diz que, nestes 50 anos, nunca pensou em parar, mas saberá o que fazer quando este dia chegar.

“Eu só espero ter uma vida longa, para poder ver o dia em que jovens vão assumir o meu lugar e seguir cantando estas canções para fazer deste mundo um lugar melhor para viver.”

O show de amanhã terá abertura das bandas Bantons Street Band, de Curitiba, e Dr. Skrotone e a Máfia do Ska, de Ponta Grossa. Antes e depois dos shows, haverá discotecagem do coletivo CWBlacks.

Materia por Sandro MoserOOO

Relespública – Londres chama (Caderno G – 2013)

Posted in Mod, Mod Brasil, Mod Revival, Reportagem, Show with tags , , , , , , , , on 20/06/2013 by andremod

tn_600_580_capa_relespublica_20613Relespública desembarca na meca do Mod, na primeira viagem internacional em 24 anos de carreira. Show em Londres será transmitido pela web.

Para o trio curitibano, é como chegar à “terra prometida“.

Desde quando os amigos adolescentes Fábio Elias (guitarra e voz), Ricardo Bastos (baixo e voz) e Emanuel Moon (bateria) decidiram formar uma banda de rock, no final da década de 1980, suas antenas estiveram voltadas para a swinging Londres dos Beatles e do The Who. Pegada que recrudesceu com a entrada, dois anos depois, do vocalista Daniel Fagundes, morto em 1994. O rapaz “era realmente um mod”, e trouxe mais influência do som e estética das gangues de lambreta e bandas londrinas obscuras da década de 1960. “Era um sonho muito mais distante do que os quilômetros que separam Curitiba e Londres. Acho que foi mais fácil para o Beatles que pegaram um trem em Liverpool e descerem lá“, brinca Fábio Elias. À Gazeta do Povo, ele conta que, no final dos anos 1990, a banda esteve perto de engatar uma turnê internacional, que teria esbarrado na “picaretagem” de alguns produtores. Desta vez, a viagem será por conta própria e inclui um roteiro “mágico”, com direito a shows do The Who e Rolling Stones e alguns dias de gravação nos míticos estúdios Abbey Road. “Vamos andar um pouco nas quebradas de Londres, ver os shows dos nossos ídolos, tocar o nosso som e voltamos pra Curitiba no dia mundial do rock [13 de julho]. Vai ser barba, cabelo e bigode“, resume Fábio Elias.

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Farofa Brasileira
Ironicamente, a viagem a Londres só vai rolar por conta do “tempo” que a Reles deu em 2010, quando Fábio Elias saiu em carreira solo. Durante aquele hiato, enquanto Fabio batia a sola da bota pelo interior, Moon e Bastos montaram a banda Splippleman com os músicos Lincon Fabrício e Fábio Serpe. A banda nova decidiu mixar algumas músicas em Abbey Road. Satisfeitos com o resultado, eles resolveram subir a aposta e fizeram uma consulta sobre o preço do aluguel do estúdio para alguns dias de gravação. Trato feito e viagem marcada. Já de volta ao rock e à banda, Fabio Elias viu na viagem dos parceiros a chance de levar a Reles à “meca do Mod” e se agilizou para arrumar pelo menos um show londrino. Elias fará uma participação especial na gravação. “As coisas foram acontecendo. Nada foi planejado. Era para acontecer“, disse Bastos. Quem acertou a data e o lugar foi o produtor curitibano Marcelo Borges, que mora em Londres há muitos anos. “Minha incursão pelo sertanejo me ensinou, entre outras coisas, que é importante o artista cuidar de tudo. Sempre dividimos muito as funções e muita coisa não deu certo por isso. Mas a gente sempre aprende errando. Foi bom ter errado bastante. Agora não precisamos mais”, completa Fábio Elias. O show em Londres vai ser transmitido ao vivo pela web. Antes, a Relespública faz um “churrascão da saudade, com picanha e farofa” para a comunidade brasileira e curitibana de Londres. “A gente brinca que, se tivéssemos tido mais coragem, podíamos ter ido 20 anos atrás. Mas o importante é que a galera vai sentir o nosso som. Vamos ver o que vai rolar“, diz Moon. Antes de zarpar, a banda faz duas apresentações, a título de “bota fora”, amanhã em Curitiba, e sábado, em Paranaguá.

Serviço
Relespública – London Calling
# Sexta (20/06) – às 22 horas. John Bull (R. Mateus Leme, 2204 – São Lourenço). R$ 18 (masculino) e R$ 15 (feminino).
# Sábado (21/06) – às 22 horas. Brit Pop (R. General Carneiro, Centro Histórico – Paranaguá). R$ 10.

Reportagem /  Caderno G

The i-D Bible: Every Victim’s Ultimate Handbook (1987)

Posted in Mod, Mod Revival, Moda, Reportagem, Revistas with tags , , , , , on 08/05/2013 by andremod

MODS in THE i-D STYLE BIBLE (1987) EMPHASIS IS VERY MUCH ON THE SMALL DETAILS IN WHICH TRUE MODS TAKE PRIDE.The i-D Bible: publicada em 1987, continha informação essenciais sobre moda, e foi uma revista indispensável para a cultura dos anos 80. Aqui uma reportagem/seção intitulada “Style Wars: Mods”, sobre as varias cenas da Grã-Bretanha, e aqui falando geração Mod Revival, são quatro páginas com imagens do fotografo Simon Fleury & do classico Nick Knight, conhecido do livro “Skinhead“. O texto faz um reflexo exato de como a cena era na época, mostrando que os Mods dos anos 80 eram mais espertos do que os dos anos 60, relativo a conseguir administrar a cena sem utilizar a violencia como cano de escape, e este artigo dá peso ao seu argumento.1980s Mods i-D Style Bible Mod Girls1980s Mods i-D Style Bible Tina and Alex 1980s Mods i-D Style Bible Jazz

Reportagem – Mods curtem rock, vespas e badalação (Veja SP – 2013)

Posted in Mod, Mod Brasil, Mod Revival, Moda, Reportagem, Vespa with tags , , , , , , , , on 21/04/2013 by andremod

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Fidelis (à frente) e membros da Scooteria: festas e passeios (Foto: Lucas Lima) – Veja  – URL

Quando surgiram na Inglaterra, nos anos 60, os mods eram encrenqueiros que gostavam de andar bem-vestidos (de preferência, com ternos estreitos feitos sob medida). Apareciam zunindo pelas ruas de Londres a bordo de scooters carregadas de espelhos retrovisores e incensavam bandas como The Who. Muitas décadas depois, o movimento ganhou sua versão paulistana. Com exceção do gosto por uma boa briga, os adeptos por aqui procuram cultivar os mesmos hábitos. Montados em Vespas ou Lambrettas restauradas, gastam um bom dinheiro para andar na estica e gostam de badalar em festas temáticas como a Soul Suor & Sacanagem, baile promovido a cada dois meses no boteco Pratododia, na Barra Funda (a próxima edição ocorrerá no dia 27). Na trilha sonora sessentista, além dos clássicos estrangeiros, eles curtem bandas locais como a Modulares. Surgido em 2008, o quarteto manda composições próprias e covers nos shows no circuito do Baixo Augusta.

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Pedro Carvalho, da Modulares: shows na Augusta e lançamento de discos na Europa (Foto: Lucas Lima)

A banda se prepara para lançar dois discos de vinil na Europa no segundo semestre deste ano. “Nosso público vem aumentando bastante nos últimos meses”, comemora o guitarrista Pedro Carvalho, de 34 anos, que trabalha como produtor da rádio UOL. Nas ilhas britânicas, o movimento mod teve um breve revival nos anos 80, graças ao sucesso do trio The Jam, que tocava uma new wave bastante acelerada. Na mesma época, ecos desse estilo surgiram em São Paulo pela primeira vez. O grupo Ira! foi um dos responsáveis pela sua popularização. “Nossos dois primeiros álbuns tinham bastante influência disso”, lembra o cantor Nasi (a banda acabou em 2007). Depois de um hiato, o estilo começou a ressurgir por aqui nos últimos anos.

Boa parte se deve a iniciativas como a criação da Scooteria Paulista, em 2010. O clube, sediado na Mooca, reúne aficionados de motos antigas e promove passeios da turma pela capital. “No último deles, realizado em fevereiro, tivemos cerca de 150 participantes”, conta o fundador, Marcio Fidelis. Modelos das décadas de 50 e 60 em bom estado chegam a atingir cotações acima de 10 000 reais no mercado. O grupo promove também suas próprias festas no Caos, misto de antiquá-rio e bar na Rua Augusta.

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Os adeptos do estilo raramente compram roupas em lojas daqui. Preferem incrementar o guarda-roupa em viagens para o exterior ou adquirem as peças pela internet. Entre suas marcas prediletas estão a inglesa Fred Perry, que é uma tradicional confecção de camisas polo (modelos a partir de 180 reais, no preço da Europa). Fazem sucesso também os artigos da Dr. Martens, fabricante alemã de botas de couro. Somente os ternos não costumam ser importados. “Os mods capricham no look sem exagerar”, elogia Mariana Rocha, professora de moda da Faculdade Santa Marcelina.

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Paralamas vão tocar The Who em turne (2013)

Posted in 2 Tone, Evento, Notícias, Reportagem, Show, Ska with tags , , , , , , , on 12/04/2013 by andremod

timthumbQuando olham para o início da carreira, os Paralamas do Sucesso se lembram de um momento marcante: a primeira crítica de imprensa que receberam, na “Ilustrada” de 3 de fevereiro de 1983. O texto apontava para o grande hit do início do mês entre os frequentadores das areias de Ipanema e do Circo Voador. Era o reggae “Vital e sua Moto”, dos “formidáveis” Paralamas do Sucesso. “O grupo não tem ainda nem mesmo um compacto gravado, mas seu repertório o qualifica como um dos melhores surgidos no Brasil nos últimos anos”, cravava. O show no Circo e o reconhecimento crítico eram a cristalização do sonho daqueles três iniciantes: Herbert Vianna, guitarrista e vocalista, Bi Ribeiro, baixista, e João Barone, baterista. Hoje, para celebrar 30 anos de carreira, eles resgatam canções como “Patrulha Noturna” (do primeiro disco, “Cinema Mudo”, de 1983), e abrem espaço para artistas que os influenciaram. “Como a gente sempre tocou e gravou músicas dos outros, resolvemos incluir no repertório trechos de canções de gente que faz parte da nossa história. Coisas que nos influenciaram e que a gente gosta de tocar”, explica Bi. “A gente passou um filtro, não de popularidade, mas de boas lembranças a respeito das ideias da composição, da sonoridade que tínhamos alcançado e do passo que aquilo representou no desenvolvimento do nosso trabalho”, conta Herbert. Na turnê, que começa por São Paulo, no dia 20, e passa por capitais como Rio (4/5) e Curitiba (11/5), a banda também contará sua história por meio de um telão, no qual serão exibidos trechos de clipes e de shows e fotos. O repertório inclui citações a “Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, “Won’t Get Fooled Again”, do The Who, além de músicas de colegas de geração, como Legião Urbana.

Egos sobre controle

Cristalizados na cultura nacional há tanto tempo que conseguiram a proeza de fazer “Paralamas do Sucesso” parecer um nome comum, o trio diverge de seus colegas de geração por ter se mantido com a mesma formação. “Gostamos de conviver. Ficamos juntos mais tempo do que com nossas famílias. Gostamos de tocar, de estar na estrada”, diz Bi. Barone ilustra: “A gente é um tripé: se tirar um, cai tudo”. Por isso, o único momento em que o futuro da banda ficou em risco foi depois do acidente com o ultraleve dirigido por Herbert, em 2001, que matou sua mulher e o deixou em cadeira de rodas. Recuperado, ainda que com lapsos de memória, o vocalista voltou a compor com os amigos, e a banda lançou três CDs de inéditas neste século, o último deles em 2009. Hoje, Herbert diz que a mudança física por que passou o permite saborear a plateia. “Antes, era um pula-pula e um rio de suor, eu não enxergava quase nada. Hoje, faço o show sentado e posso observar com muita clareza a expressão e o olhar de muita gente nas primeiras filas, e me dou conta de quanta gente canta junto canções que foram lançadas quando eles não eram nem nascidos.” Apesar de serem todos cinquentões, Bi tem 52, Herbert, 51, e Barone, 50, o trio mantém no palco o vigor que lhe deu fama, e que os fãs vão notar principalmente na sequência inicial do novo show, que inclui pedradas como “Ska”, “Selvagem”, “O Calibre” e “Mensagem de Amor”. Conseguirão manter o gás nesta segunda metade de suas vidas? “Pode apostar”, diz Herbert. “É o começo de um novo ciclo de 30 anos.”

Paralamas do Sucesso – 30 Anos
Quando: 20/4, às 22h
Onde: Espaço das Américas (Tagipuru, 795 / São Paulo / tel. (11) 2027-0777)
Entrada:R$ 120 a R$ 220
Classificação: 16 anos

The Slackers – Entrevista (Globo Notícias – 2012)

Posted in Entrevista, Reportagem, Ska with tags , , , on 01/11/2012 by andremod

Em entrevista ao Globo Notícias, o baixista Marcus Geard (destaque na foto abaixo) comentou sobre o recém-lançado “The radio” – disco com covers de clássicos do reggae e ska, o 13º da carreira – avaliou a trajetória do Slakers até o momento e falou sobre os shows que a banda fará no Brasil, cujo repertório vai incluir clássicos e uma interpretação de “Minha menina“, do Jorge Ben, presente no álbum “The boss harmony sessions“, de 2007.

G1 – O Slackers fará quatro shows em quatro dias no Brasil. Deve ser difícil manter a energia com tantas apresentações seguidas. Vocês têm algum ritual para conseguir manter a intensidade dos shows?
Marcus Geard –
Na verdade, não. Nós mais reagimos à paixão do público, sabe? Quando se está no palco tocando e as pessoas estão sorrindo para você e se divertindo, essa é toda a energia de que você precisa.

G1 – Os fãs ouvirão alguns dos clássicos da banda aqui? O que dá pra esperar desses shows?
Marcus –
Claro que sim! Cada noite será diferente. Tocamos coisas distintas em cada show, mas sempre há músicas do primeiro álbum e algo dos trabalhos mais recentes. E também covers, uma das coisas que fazemos é tocar “Minha menina”, do Jorge Ben, e cantamos em português. Essa é sempre uma das favoritas do público quando estamos aí.

G1 – O álbum “The radio” foi lançado recentemente. Qual foi a ideia por trás desse trabalho?
Marcus –
É um disco conceitual. A ideia é como se você estivesse em casa ou dirigindo com seu carro e ouvindo o rádio e, de repente, tocam todas aquelas canções clássicas. É como se elas estivessem na mesma estação, mas são músicas diferentes com vibrações diferentes. Para nós, foi interessante tocar canções dos outros, por mais que a gente ame fazer nossas próprias músicas.

G1 – Como foi o processo de escolha das canções que entraram no disco?
Marcus –
O cara responsável por nossa gravadora apareceu com o conceito e nos deu uma lista de músicas que poderiam ser legais, mas claro que com o Slackers temos que fazer nosso próprio lance. Então aparecemos com mais músicas ainda e ele achou legal. Aos poucos fomos escolhendo as preferias para fazer um disco que deixasse todo mundo feliz.

G1 – O Slackers vai se apresentar em São Paulo numa espécie de festival pré-carnaval chamado Carnaska. De certa forma, será como uma alternativa ao carnaval para alguns. Vocês prepararam o show com uma celebração em mente?
Marcus –
Não necessariamente. Acho que, como disse antes, a banda mais reage ao público e planejamos as coisas para essas pessoas. Não somos como um teatro. [Nosso show] não é como uma performance, mas sim um processo interativo. Tocamos músicas, as pessoas dançam e a gente quer tocar mais. Esperamos que isso faça com que as pessoas queiram dançar mais também. Esperamos que isso faça com que as pessoas queiram dançar mais também. Não há, de fato, um ritual, nós é que nos colocamos em um frenesi.

G1 – “Better late than never” vai completer 16 anos em 2012. Quais são as lembranças que tem dessa época, quando o disco saiu?
Marcus –
Eram dias muito empolgantes. Quando se é jovem, você nunca acredita que terá a oportunidade de entrar em um estúdio de verdade e gravar um disco pra valer. Essa foi minha primeira experiência gravando um álbum e foi incrível, foi realmente inacreditável. E foi aí que começou todo o processo: com “Better late then never” passamos a fazer turnês pelos Estados Unidos, fomos pra Europa e, quando menos percebemos, estávamos todos demitidos de nossos empregos e vivendo como músicos.

G1 – Você imaginava naquela época que ainda estaria fazendo música hoje em dia?
Marcus –
Não. De jeito nenhum. Por muitos anos eu estive convencido de que isso fosse acabar a qualquer momento e que eu teria que arrumar um emprego de verdade ou voltar a estudar, mas este já é nosso 21º ano juntos. Somos abençoados, o que posso dizer?

G1 – Esse primeiro disco do Slackers foi produzido pelo Victor Rice, que vive em São Paulo desde 2002. Como você avalia o trabalho dele em “Better late than never”?
Marcus –
Ele foi fantástico. Vic Rice é um desses caras que tem um ouvido verdadeiramente talentoso. Ele pode dizer, apenas ao ouvir uma música, quais são as notas ali. Ele sabe muito, é realmente um cara sensacional. Um músico muito talentoso, ótimo baixista também. Foi um dos primeiros grandes baixistas que vi tocar.

G1 – Consegue dizer como será o futuro do Slackers?
Marcus –
Nunca sabemos o que vai acontecer no futuro. Vamos continuar a tocar, temos muitos projetos, mas não temos muitos planos, não estamos fazendo um filme sobre nossas vidas ou casando com estrelas de Hollywood, a vida dos membros do Slackers é apenas comum. Vamos pro estúdio, trabalhamos em músicas novas e fazemos shows. Gostaria de ter uma novidade fantástica para te contar, mas somos apenas músicos que gostam de tocar um com o outro.

G1 – Estão preparando material novo?
Marcus –
Sim. Já fizemos algumas músicas para o próximo disco, e sei também que todos os integrantes estão trabalhando em discos solo. Eu mesmo estou no processo de fazer um disco solo.